domingo, 28 de outubro de 2018

“A caneta fulgurante de Antenor Pimenta”


“A caneta fulgurante de Antenor Pimenta”. Aspicuelta Navarro. Uma chorumela: latomia só, parecendo ladainha de reza. Conversa de le: le com le, cre com cre, um sapato em cada pé. Hoje você está muito aventureira: faz carapuca e faz enxoval, mas e se o menino vier sem cabeça? Tudo são castelos de papas. A mulher que evinha com a rodia na cabeça, uma dúzia de ovos se tanto e fazia planos: vou por pra chocar, se vingar todos, são doze frangas, que porão depois de grandes, só numa semana são oitenta e quatro ovos: um despropósito. Esses vira frangas depois de chocadas de novo. Já imaginou o despotismo de criação? Vendo os frangos e compro novilhas que viram vacas e dão cria de novas bezerras. - O Gaspalzinho vai beber leite bebido! - Não! Sou eu que bebo primeiro!

Num paga a pena desperdiçar vela com defunto ruim.


Quem tem dó de angu, não cria cachorro. Num paga a pena desperdiçar vela com defunto ruim. O homem troca a vida pela luta, longos anos de trabalho. Cresce em força e ilusões trilhando por um caminho de sonhos e de pedra. Depois de velho sossega e enfurna. Fica sistemático, antigo e opinioso: sorumbático. Acaba numa existência de esperança silenciosa e conformada. Pois o homem fica velho, mas é por amor de suas próprias opiniões dele. Mas, apaixonado de num ver suas regras acatadas, mais velho fica, não significa mais nada: um zero a esquerda. Vira um incômodo pra família, jogado num canto esquecido, um traste velho sem serventia pra nada. O homem velho, se ele fala: o povo não escuta, eles acha o assunto desbotado. Então ele acha melhor se calar. E se encolhe: vira carta fora do baralho. O homem se apaixona, se afasta prum canto triste. Fica velho e repetitivo. Autoritário, pelo amor de suas próprias opiniões dele. E quem vai dar acordo em conversa de velho? Ai é que emburra. A vida dum velho é só dor e sofrimento. Todos candidatos a sofrer .

Os dizeres do João da canela grossa.


O homem passa a vida fazendo besteira: coisa a toa! Acaba numa existência silenciosa, conformada. Peleja e luta, enfrenta os perigos e desafia a morte, pra depois, o tempo vencendo, virar num só traste velho, sem serventia pra nada. No fim, se lerdear, é só terra na cabeça do bicho.

O Alziro, muito ladino, acabou não sendo internado.


Já foi contada ml vezes em outros livros, mas num custa repetir, causo que engraçada: O Alziro, muito ladino, acabou não sendo internado. No seu lugar dele, ficou o Totó, contido aos berros, pelos enfermeiros, com ajuda da camisa de força e levado trancafiado. Acontece que, muito familiarizado com hospícios e os seus trâmites, o Alziro usou do expediente de se adiantar e comunicar segregado aos enfermeiros que vinham em bandos, com camisa de força.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Da morte. sobre a morte:


Da morte. O sino tangendo lúgubre: a morte rondando a corruptela. Gente que nunca morreu esta morrendo. Será o Leopoldino?...-que nada, esse está forte e sacudido nos seus noventa janeiros. O Muniz velho de guerra? Será?... -não esse beirando os cem, mas não chegou a hora.

Uma latomia.


- O Gaspalzinho vai beber leite bebido! - Não! Sou eu que bebo primeiro! Vocês param de brigarem, senão..., falou a mãe que ia abaixando, quando a vasilha entornou e a bilha d’agua espatifou no chão duro: quebraram todos os ovos. Um lavarinto de criança na cabeça. Uma latomia. E as coisa evinha docemente de repente, segui harmonia previa benfazeja, com evoluções concordante satisfações em antes da consciência das necessidades. O que mingua pra uns, pra mim me sobeja.

Aspicuelta Navarro.


“A caneta fulgurante de Antenor Pimenta”. Aspicuelta Navarro. Uma chorumela: latomia só, parecendo ladainha de reza. Conversa de le: le com le, cre com cre, um sapato em cada pé. Hoje você está muito aventureira: faz carapuca e faz enxoval, mas e se o menino vier sem cabeça? Tudo são castelos de papas. A mulher que evinha com a rodia na cabeça, uma dúzia de ovos se tanto e fazia planos: vou por pra chocar, se vingar todos, são doze frangas, que porão depois de grandes, só numa semana são oitenta e quatro ovos: um despropósito. Esses vira frangas depois de chocadas de novo. Já imaginou o despotismo de criação? Vendo os frangos e compro novilhas que viram vacas e dão cria de novas bezerras.